RELEMBRE A TEMPORADA 2023 DA F1 😂 #shorts



A temporada de 2023 de Max Verstappen não foi apenas um ano em que ele conquistou seu terceiro título mundial. Pelos números, foi uma das maiores demonstrações de domínio individual já vistas na história da Fórmula 1 — e, por várias métricas importantes, a mais dominante.

Um campeonato praticamente perfeito

Verstappen começou 2023 como bicampeão e favorito, mas o nível atingido em conjunto com o Red Bull RB19 foi muito além do esperado. Foram 19 vitórias em 22 GPs. Ou seja: Verstappen deixou de vencer apenas três corridas durante todo o campeonato.

Seu aproveitamento foi de aproximadamente 86,4% das corridas, então recorde da Fórmula 1. A marca anterior de percentual de vitórias remontava a Alberto Ascari, em 1952.

E não era simplesmente um carro que tornava qualquer piloto igualmente dominante. O companheiro Sergio Pérez terminou vice-campeão com 285 pontos, enquanto Verstappen marcou 575 — mais que o dobro.

Isso ajuda a dimensionar o que Max estava fazendo com aquele carro.

19 vitórias em 22 corridas

Verstappen terminou no pódio em 21 das 22 corridas. A única exceção foi Singapura, onde terminou em quinto.

Até então, o recorde de vitórias em uma temporada já pertencia ao próprio Max, com 15 em 2022. Em 2023, ele elevou a marca para 19.

Isso significa que vencer deixou de parecer um acontecimento durante aquela temporada. Virou praticamente o resultado esperado de cada domingo.

A sequência absurda de 10 vitórias

Talvez o momento que melhor represente aquele Verstappen tenha acontecido entre Miami e Monza.

Foram 10 vitórias seguidas.

O recorde anterior era de Sebastian Vettel, que havia conseguido nove consecutivas em 2013 — uma marca que já parecia quase impossível de superar. Verstappen chegou a dez.

E havia algo impressionante nessa sequência: as condições mudavam, mas o vencedor quase nunca mudava.

Circuitos de rua, pistas de alta velocidade, chuva, calor, diferentes estratégias, largadas na pole ou recuperação no pelotão. Max parecia encontrar uma maneira de vencer independentemente do cenário.

Mais de mil voltas na liderança

Existe ainda um número que talvez seja mais impressionante que as 19 vitórias.

Verstappen liderou 1.003 voltas durante 2023, tornando-se o primeiro piloto da história da F1 a ultrapassar a marca de mil voltas lideradas em uma única temporada. Segundo a própria Fórmula 1, ele esteve na frente em cerca de 75% das voltas contabilizadas pela estatística.

É um número que demonstra que não eram vitórias conquistadas apenas no final das provas.

Durante grande parte daquele campeonato, Max simplesmente assumia a liderança e desaparecia.

575 pontos contra 285 de Pérez

A comparação com Pérez também é fundamental porque os dois tinham à disposição o dominante RB19.

Pérez começou bem o campeonato e chegou a vencer Arábia Saudita e Azerbaijão. Depois disso, entretanto, Verstappen praticamente transformou a disputa interna em um massacre estatístico.

Ao final:

Verstappen — 575 pontos
Pérez — 285 pontos

A diferença foi de 290 pontos, então a maior margem entre campeão e vice-campeão registrada na F1.

Max poderia literalmente perder 290 pontos de sua campanha e ainda assim terminaria empatado em pontos com o vice-campeão.

É uma maneira absurda de visualizar o tamanho da vantagem.

O carro era extraordinário — mas Verstappen também

É impossível falar daquela temporada sem reconhecer o RB19. A Red Bull produziu um dos carros mais eficientes e dominantes da história.

A equipe venceu 21 das 22 corridas: 19 com Verstappen e duas com Pérez. Somente Carlos Sainz e a Ferrari, em Singapura, impediram uma temporada perfeita da Red Bull.

Mas justamente a diferença entre os dois pilotos da Red Bull demonstra por que 2023 não pode ser resumido simplesmente a “ele tinha o melhor carro”.

Pérez terminou vice-campeão, portanto o potencial do equipamento era evidente. Mesmo assim, Verstappen conseguiu extrair dele um nível de consistência que seu companheiro jamais conseguiu acompanhar.

Era raro vê-lo cometer um erro relevante. Ele praticamente nunca tinha um fim de semana realmente ruim.

A estatística mais impressionante

Talvez nenhuma comparação seja tão impactante quanto esta:

Verstappen marcou 575 pontos sozinho.

Hamilton e Russell, juntos pela Mercedes, somaram 409.

Leclerc e Sainz, juntos pela Ferrari, somaram 406.

Ou seja, Verstappen sozinho marcou muito mais pontos que cada uma das duas principais equipes rivais inteiras.

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